XX CONGRESSO NACIONAL DE PÓS-GRADUANDOS
Belo Horizonte, 23 a 26 de novembro de 2006.
RESOLUÇÕES
Conjuntura Internacional
- Defesa da paz e denúncia da política belicista de George W. Bush;
- Pela autodeterminação dos povos; contra a ingerência imperialista dos EUA e aliados em países que buscam um caminho próprio, como Venezuela, Irã e Síria;
- Fim da ocupação militar no Afeganistão e Iraque.
- Contra o bloqueio econômico imposto a Cuba;
- Solidariedade ao povo palestino na luta pela sua soberania territorial; por uma solução com dois Estados para dois povos no conflito palestino-israelense;
- Contra a implementação da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) e os Tratados de Livre Comércio (TLCs);
- Fortalecimento do MERCOSUL e da Comunidade Sul-americana de Nações como instrumentos estratégicos de integração econômica, social e cultural entre os países da região;
- Apoio às manifestações contra a globalização neoliberal; fortalecimento do Fórum Social Mundial e do Fórum Mundial de Educação como instrumentos de formação de consensos contra as políticas neoliberais.
- Pelo fortalecimento dos organismos multilaterais e, sobretudo, daqueles que visam à preservação do meio-ambiente, à regulação do comércio e à redução das desigualdades sociais.
- Contra a violação aos direitos humanos de todos os povos oprimidos;
- Contra toda forma de fundamentalismo religioso, seja islâmico ou cristão;
Conjuntura Nacional
- Manutenção da autonomia e independência da ANPG perante governos, partidos e empresas;
- Apoio ao programa de mudanças aprovado nas eleições de 2006;
- Defesa da soberania nacional, com ênfase na ocupação científica da Amazônia; contra a intervenção militar norte-americana na Colômbia e as provocações militares em regiões fronteiriças com o Brasil;
- Mudanças imediatas na política macroeconômica, com redução dos juros, das metas de superávit primário e do contingenciamento de recursos destinados às áreas sociais;
- Não à autonomia do Banco Central;
- Por uma reforma política democrática que garanta o pluralismo e fortaleça o sistema partidário; contra a cláusula de barreira, que representa uma restrição à democracia;
- Solidariedade à luta dos trabalhadores pelas reformas agrária e urbana;
- Ativa participação no calendário da Coordenação dos Movimentos Sociais;
- Preservação do meio-ambiente e uso racional dos recursos naturais; punição exemplar aos poluidores e aos que promovem desmatamentos ilegais;
- Apoio às iniciativas e campanhas visando a democratização dos meios de comunicação;
- Continuidade da implementação de políticas públicas contra os preconceitos de raça/etnia, gênero, religião e orientação sexual.
- Pela defesa de um processo de desenvolvimento com parâmetros no tripé: econômico, social e ambiental. UNB.
- Que a ANPG defenda uma reforma tributária que atenda aos interesses dos trabalhadores, em especial no que tange à ampliação das faixas de alíquotas no Imposto de Renda ampliando-a para as maiores rendas, diminuindo para as menores e aumentando a faixa de isenção. Além do mais, devemos lutar pela regulamentação do dispositivo constitucional que prevê a instituição do imposto sobre grandes fortunas. GT Augusto.
- Considerar o tempo de pesquisa remunerada (bolsa de mestrado ou doutorado) como tempo trabalhado para a previdência social.
- Pela isenção de imposto da cesta básica.
C&T
- Articulação da política de C&T com outras políticas setoriais – em particular a industrial – para fortalecer o desenvolvimento sócio-econômico e redefinir a posição do país na divisão internacional do trabalho e do conhecimento;
Disciplinar a relação entre universidades, institutos e empresas com regras que garantam o predomínio do interesse público em detrimento do benefício de grupos ou indivíduos; contra a remuneração direta da empresa ao profissional e a prestação de serviços que ocasione rompimento da dedicação exclusiva; contratação de projetos de estudo e pesquisa exclusivamente através da instituição – que pode ou não remunerar seus pesquisadores por serviços prestados segundo regras transparentes definidas nos órgãos colegiados;
Prestação de serviços nas universidades e institutos apenas no caso em que houver ganho para suas missões precípuas de ensino, pesquisa e extensão; prestação de serviços não apenas a empresas, mas também a comunidades e entidades populares;
Apoio às leis de incentivo fiscal para promoção de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) em empresas nacionais;
- Ampliação das linhas do BNDES para a PITCE. Mais recursos de subvenção econômica nas prioridades setoriais da política industrial, nas atividades de P&D de pequenas e médias empresas e na equalização das taxas de juros;
Não às limitações à realização de pesquisas na área de tecnologias sensíveis, como a nuclear, cujo desenvolvimento nos países do chamado “3º mundo” encontra-se cada vez mais sujeito a restrições, inibindo o desenvolvimento de setores inteiros da indústria nacional;
Debate e aprovação de legislações estaduais que reflitam os princípios e fundamentos jurídicos da Lei de Inovação;
Contra a aplicação dos recursos dos Fundos Setoriais em compra de equipamentos e tecnologia e/ou em atividades de baixo teor tecnológico, como serviços de engenharia e assistência técnica;
Envolvimento, no processo de financiamento da inovação, de outras agências e bancos públicos para além da FINEP e do BNDES (Banco do Brasil, CEF, bancos regionais, etc);
Instituição de práticas sustentáveis de interação entre as IES e empresas na adoção de programas de formação de mestres e doutores para estas últimas; ampliação do conteúdo generalista dos programas de formação corporativa ( in company );
Programa de estágios tutorados junto a empresas, incubadoras e parques tecnológicos, estabelecendo incentivos à participação de docentes nas atividades das empresas, e de empresários nas atividades docentes;
Investimento em tecnologias que permitam o acesso ao conhecimento, visando a geração de emprego e renda;
Rediscussão da política praticada em muitas universidades onde pós-graduandos inventores são obrigados a compartilhar ou ceder direitos de propriedade intelectual às agencias financiadoras; essa política, embora até certo ponto justa e originada da intenção de que o Estado possa zelar para que as invenções sejam de fato implentadas, acaba desestimulando a invenção durante a pós-graduação e estimulando o pós graduando a adiar o anuncio de descobertas.
- Ampliação dos investimentos em C&T, visando atingir a marca de 2% do PIB até o final de 2007;
Apoio à aprovação do Projeto de Lei que regulamenta o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico;
Contra os cortes e contingenciamentos dos recursos dos Fundos Setoriais;
- Tratamento dos recursos dos Fundos Setoriais em um quadro de racionalidade global, visando sua melhor utilização para o conjunto do sistema de C&T; Maior equilíbrio entre os programas de demanda induzida e os de demanda social ou espontânea;
- Retomada imediata dos investimentos em infra-estrutura (instalações, laboratórios, etc); duplicação das verbas do Fundo Setorial de Infra-Estrutura, alcançando assim 40% de todos os Fundos Setoriais;
Aplicação pelo governo de no mínimo 60% de todos os recursos do FNDCT em bolsas, fomento à pesquisa e investimentos em infra-estrutura; destinação de percentual desses recursos ao CNPq e à CAPES; lançamento de editais específicos dos Fundos para a formação de RH's, projetos interdisciplinares (não-setoriais) e apoio a grupos emergentes;
Maior capitalização da FINEP e fortalecimento de seu papel como promotora da política de inovação; adoção de medidas firmes de promoção da substituição de importações tecnológicas para a redução de nosso déficit nessa área, usando para isso o poder de compra do Estado; apoio a programas de estímulo à inovação em pequenas empresas, com subsídios e tratamento diferenciado;
- Apoio à proposta de criação de uma agência multilateral de fomento à C&T no Mercosul; fortalecimento dos programas de cooperação científica entre os países do Mercosul, a exemplo do Prosul;
- Funcionamento efetivo e regular do Conselho Nacional de Ciência & Tecnologia e do Conselho Diretor do FNDCT – fóruns que podem jogar papel no sentido de tornar mais interdisciplinares e menos segmentados os recursos dos Fundos Setoriais;
Criação de um fundo para o financiamento das atividades de C&T para a inclusão social, que inclua a participação do terceiro setor como beneficiário dos financiamentos das atividades de extensão;
- Realização urgente de concurso para contratação de mais 6.500 docentes nas IFES, pelo Regime Jurídico Único e com Dedicação Exclusiva; reposição imediata de vagas de pessoal técnico-administrativo nos Hospitais Universitários;
- Fortalecimento do fomento, em particular para jovens talentos e grupos emergentes; ampliação do financiamento pelos editais universais do CNPq, com introdução nesses editais de reservas de financiamento para áreas novas e grupos emergentes;
- Adoção de medidas de estímulo à capacidade institucional de absorção de jovens doutores; ampliação do valor das bolsas e do número de beneficiados pelos programas de fixação de doutores PROFIX (Programa de Fixação de Recém-Doutores/CNPq) e PRODOC (Programa de Absorção Temporária de Doutores/CAPES); convênio CAPES/CNPq para o aproveitamento, em programas de pesquisa nas universidades, dos jovens doutores não-aprovados nos últimos editais PROFIX e PRODOC por falta de vagas;
- Aprovação dos ítens do PL 7200 que tratam das proporções mínimas de doutores e de professores titulados nas IES; adoção da proporção de horas lecionadas por professores doutores e da proporção de horas lecionadas por professores titulados como critérios de peso nas avaliações de cursos pelo MEC; planos de carreira que prevejam destinação de tempo para pesquisa e extensão, que tornem obrigatório o diferencial salarial de acordo com a titulação, mesmo em período de experiência, e que remunere dignamente os docentes;
- Regulamentação mais estrita do ensino à distância, de maneira a garantir qualidade, emprego de titulados como docentes efetivos, liberdade acadêmica e atendimento às demandas regionais;
- Garantia de remuneração para os docentes responsáveis pelas atividades complementares, orientação de TCCs e projetos de extensão;
- Discussão, elaboração e implementação de uma norma ética nacional que estabeleça os limites dos programas de pós-graduação nas exigências que são feitas aos estudantes de pós-graduação, evitando que sejam utilizados como mão-de-obra barata; não aos estágios obrigatórios em docência; adoção de programas de estágio docente de caráter opcional;
- Mais bolsas de produtividade em pesquisa para recém-doutores;
- Criar indicadores atualizados que permitam conhecer o destino profissional de egressos da pós-graduação, bem como compreender as motivações, incentivos e barreiras ao emprego de pós-graduados em empresas;
Fortalecimento do Programa Primeiros Projetos (PPP) para jovens pesquisadores;
Valorização da pós-graduação stricto sensu nos concursos públicos para as diversas carreiras do setor público, sobretudo nas áreas de tomada de decisão.
Ampliação e diversificação dos mecanismos para a atração e fixação de jovens doutores, em particular nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste; reformulação do PROFIX com aumento das cotas para essas regiões;
Ampliação do Programa Acelera Amazônia, liderado pela CAPES;
Criação de novos institutos de pesquisa e centros de excelência na Amazônia e nas regiões Nordeste e Centro-Oeste; construção de novas unidades da Embrapa nessas regiões; instalação de uma unidade do Inpe na Amazônia;
Criação de programas e redes de pesquisa em biodiversidade, biologia molecular e biomassa, tais como o existente no Museu Emílio Goeldi ou o Experimento em Larga Escala da Atmosfera-Biosfera da Amazônia (LBA), conduzido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe);
Fortalecimento do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) como plataforma tecnológica regional, nacional e internacional que integre produção do conhecimento e necessidades de desenvolvimento econômico e social locais;
Criação de um centro de pesquisas em mineralogia em Marabá, na Amazônia Oriental;
Pela criação de políticas de combate à biopirataria.
Fortalecimento das agências federais de fomento e ampliação das parcerias entre as agências nacionais (CNPq, CAPES e FINEP) e as FAPs em torno de programas como DCR (Desenvolvimento Científico Regional) e Casadinho (para financiamento de parcerias entre cursos de pós-graduação consolidados e cursos em desenvolvimento);
Maior cooperação entre países amazônicos na área de C&T; criação do Fundo Pan-Amazônico de C&T;
Editais para a ampliação de redes de laboratórios associados, instalados em instituições de educação superior, voltados ao desenvolvimento regional e à interdisciplinariedade, com forte conexão com a política industrial;
Desenvolvimento dos sistemas estaduais de C&T com a universalização das FAP's; por políticas que induzam os estados à criação de FAP's através de contrapartidas, como o perdão ou afrouxamento do pagamento de dívidas com a União; fortalecimento das agências estaduais de fomento já existentes;
Ampliação do PROSET (Programa de Estímulo à Fixação de Recursos Humanos de Interesse dos Fundos Setoriais), programa que destina 30% dos Fundos Setoriais para formação e fixação de recursos humanos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste;
Otimizar a utilização do projeto SIVAM visando a capacitação tecnológica e formação de recursos humanos para o país;
Apoio ao projeto de lei (cuja minuta encontra-se na Casa Civil) que cria o Programa de C,T&I para o desenvolvimento regional, em ação conjunta Ministério da Integração / MCT, contando com 10% dos recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia (FDA) e do Nordeste (FDNE) para investimentos em C,T&I nas áreas com menor nível de desenvolvimento;
Utilização dos recursos de C,T&I das regiões Sul e Sudeste para a atenuação dos desequilíbrios sub-regionais (exemplo: Vale do Ribeira);
Criação de programas de educação tecnológica voltados à realização das vocações meso e microrregionais;
Continuidade do processo de expansão e interiorização de universidades e institutos de pesquisa, bem como de centros de educação profissional e continuada;
Buscar maior equilibro entre os investimentos dos recursos de pesquisa entre as várias áreas do conhecimento.
Buscar uma política de divulgação científica que englobe amplos setores do conhecimento.
Criação de uma estrutura supra-estadual para aprimoramento do sistema regional de inovação, proporcionando a integração dos agentes (governo, empresas, academia, agências e bancos de desenvolvimento regional, sociedade civil organizada, federações da indústria e sistema “S”);
Apoio à criação do Projeto Plataforma de Articulação dos Sistemas Regionais/Estaduais, visando a construção e consolidação de consórcios de pesquisa para compartilhar conhecimentos, visando atenuar as disparidades regionais;
Bolsa-enxoval para atração e fixação de recém-doutores na Amazônia, com a finalidade de implantar novos núcleos de pesquisa e pós-graduação;
- Expansão da pós-graduação na Amazônia, atendendo à necessidade de criação de 69 novos mestrados e 42 novos doutorados até 2010;
- Atração e fixação de docentes pesquisadores em regiões carentes por meio de contratações temporárias;
- Maior mobilidade e intercâmbio dos grupos de pesquisa situados na Amazônia, por meio de projetos de pesquisa conjuntos e da interação entre programas de pós-graduação;
- Revisão da legislação atual no que diz respeito ao acesso à biodiversidade, incorporando mecanismos para uma melhor distinção entre pesquisa científica e biopirataria.
- Criação de cursos (mestrado, doutorado) que propiciem o intercâmbio de estudantes entre as diferentes regiões do país e da América Latina.
- Apoio à proposta de criação de agência multilateral de fomento do MERCOSUL para a indução de pesquisas no campo educacional, artístico, científico e tecnológico.
- Que a ANPG incentive a utilização de licenças livres em produções acadêmicas, como o software livre, creative commons, copyleft).
Educação
- Aumento das verbas para apoio aos cursos novos já recomendados pelo CTC da Capes;
- Realização de investimentos nas bibliotecas para a aquisição de obras internacionais e recém-publicadas;
- Pela exigência de oferta de cursos de idiomas pelos programas de pós-graduação.
- Valorização e ampliação do Portal de Periódicos da Capes e disponibilização para consulta extra-campus, analogamente ao que ocorre nos EUA (via servidor da universidade) e Reino Unido ( athens password );
- Por uma política que induza à ampliação dos periódicos nacionais indexados;
- Suspensão da validação de diplomas de cursos semi-presenciais no exterior, até que se discuta mais amplamente uma política para esses cursos;
- Mais investimentos em segurança no trabalho de laboratório e cuidado apropriado com o descarte de resíduos nos laboratórios e hospitais universitários;
- Por uma política de capacitação docente que combata a endogenia (formação de equipes docentes pelas mesmas universidades e centros de pesquisas); garantia de recursos financeiros que possibilitem a capacitação de no mínimo 20% do corpo docente de cada unidade por ano; formulação de planos próprios de capacitação docente por parte das IES, sem a rigidez de critérios pré-estabelecidos nacionalmente; garantia de que os mestrados e doutorados interinstitucionais (Minters e Dinters) tenham o caráter de uma política COMPLEMENTAR de capacitação docente, constituindo-se em exceção e não em regra.
- Maior mobilidade no credenciamento docente de acordo com o mérito, de forma a facilitar o descredenciamento dos professores improdutivos facilitando o credenciamento de professores da graduação com altos níveis de produtividade.
- Inserção efetiva das universidades em um sistema nacional de educação articulado;
- Ampliar o papel das instituições públicas de ensino superior na formação e aperfeiçoamento de professores bem qualificados para os níveis fundamental e médio;
- Apoio à proposta de criação de um fundo setorial voltado ao financiamento da educação científica, composto de 10% dos lucros de instituições financeiras;
- Fortalecimento da Iniciação Científica (PIBIC, PET e iniciação científica júnior), tendo como meta sua universalização;
- Apoio à realização das Olimpíadas Brasileiras de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) e outras iniciativas similares.
- Universalização do acesso à Internet nas escolas brasileiras; com uso preferencialmente de Software Livre.
- Expandir para 30%, até 2010, o número de jovens de 18 a 24 anos cursando o ensino superior; ampliação do número de estudantes universitários em áreas tecnológicas, com a adoção de sistemática de editais que condicione a abertura de novos cursos às necessidades nacionais e demandas regionais;
Por uma ampla política de recuperação e apoio aos museus e centros de ciências; ampliar o número de observatórios e planetários do país; dobrar o número de centros e museus de ciências até 2010, fazendo com que qualquer cidade com mais 500mil de habitantes possua pelo menos um museu de ciências;
Garantia de campi abertos para a visitação pública, com acesso irrestrito a bibliotecas de todas as IES públicas e comunitárias.
Discussão e aprovação do Projeto de Lei 7200/06, que trata da Reforma Universitária; implementação imediata, por decreto ou portarias, de algumas das medidas da Reforma;
- Fortalecimento da universidade pública com garantia de recursos e ampliação continuada de investimentos públicos; por uma nova redação ao Art. 43 do PL 7200 de 2006, para que a garantia de recursos seja permanente e não restrita aos próximos 10 anos.
- Autonomia didático-pedagógica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial somente para as instituições universitárias comprometidas com o princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão;
- Fim das listas tríplices; reitor eleito, reitor empossado!
- Paridade na composição dos conselhos e órgãos deliberativos das universidades, com reserva de assentos para os pós-graduandos;
- Liberdade de organização estudantil, com concessão de sede e espaços físicos para as entidades e garantia de livre acesso e circulação aos dirigentes de APGs, em particular nas instituições privadas;
- Uso do ensino à distância como alternativa para ampliar o acesso ao ensino superior; acompanhamento rigoroso desses cursos, buscando garantir a qualidade e evitando que promovam a elitização do ensino presencial; apoio à criação da Universidade Aberta do Brasil, pelo que proporciona em termos de expansão, democratização e interiorização do acesso ao ensino superior;
- Tratamento da pós-graduação como política de Estado, através da obrigatoriedade de aprovação e cumprimento dos Planos Nacionais de Pós-gradução, tal como estabelece o Art. 6º. do PL 7200/06.
- Apoio à proposta de transformação dos cursos de pós-graduação lato sensu em cursos de formação continuada, com a reinserção, no PL da Reforma Universitária, do artigo 6º constante da penúltima versão do anteprojeto (3º versão);
- Contra o nivelamento, para fins de titulação, do mestrado acadêmico com o profissionalizante;
- Que o mestrado profissional seja caracterizado como nível de ensino terminal (só quem fez mestrado acadêmico pode seguir no doutorado), em função do caráter especial desse tipo de formação, voltado para o mercado de trabalho e não para o exercício de uma docência pautada em pesquisa;
- Mestrado profissional restrito às áreas e casos justificáveis (há áreas onde não há necessidade de distinção entre o perfil acadêmico e o profissional);
- Contra a proposta de “doutorados profissionais”;
- Aprovação imediata do Projeto de Lei dos Pós-Graduandos, que, dentre outras coisas, prevê uma política permanente de valorização e ampliação do sistema de formação de recursos humanos;
- Reposição gradual da defasagem do valor das bolsas de formação; novo reajuste – de pelo menos 12% – até julho de 2007;
- Expansão imediata do número de bolsas Capes e CNPq, considerada a expansão projetada de 20% para os mestrados e de 39% para os doutorados no próximo período;
- Maior equilíbrio na concessão de bolsas por região;
- Contra as tentativas de comprimir artificialmente o tempo de titulação de mestrandos e doutorandos; limitação do Programa Pós-graduação Integrada (PGI/CNPq), que visa a formação rápida de doutores, a 10% das bolsas do CNPq; (melhorar redação)
- Aumento do número de bolsas de formação no exterior; mais programas de cooperação internacional, com destaque para as nações emergentes, países ibero-americanos e de língua portuguesa;
- Critérios transparentes na concessão de bolsas, sob a supervisão e representantes discentes eleitos;
- Normalização do pagamento das taxas escolares aos bolsistas Capes e CNPq;
- Nivelamento dos montantes das taxas de bancada da Capes com os do CNPq;
- Na CAPES, pagamento de bolsas diretamente na conta bancária do bolsista;
- Ampliação das bolsas-sanduíche, garantindo a continuidade da política de internacionalização da pós-graduação brasileira.
- Possibilidade da participação de representantes discentes, indicados pela ANPG, nos Comitês de Área (CAs);
- Revisão dos critérios de avaliação da Capes com fórum de discussão convocado para essa finalidade, com participação de todos os segmentos interessados;
- Contra o uso da sistemática de avaliação da Capes para forçar os programas a reduzirem de forma artificial o tempo de titulação de seus bolsistas;
- Contra o sistema pass/fail ; atribuição de notas de avaliação às dissertações e teses;
- Reconhecimento, na avaliação da CAPES, das atividades de extensão com grande relevância social como critério de pontuação.
- Reconhecimento, na avaliação da CAPES, do registro de patentes como critério COMPLEMENTAR de pontuação, considerando a relevância social das invenções e evitando que esse critério seja usado para ranqueamento de instituições, o que estimularia a prática de registrar qualquer coisa perdendo-se de vista a qualidade e a relevância daquilo que está sendo patenteado.
- Ampliar o peso da publicação de livros, por exemplo, nas avaliações da CAPES.
- Pela elaboração do qualis de anais de congressos.
- Pelo incentivo à criação de programas dos pós-graduandos nas TVs Universitárias.
- Universalização do acesso à internet nas escolas brasileiras, utilizando preferencialmente o software livre.
Movimento Nacional De Pós-graduandos
Continuidade da luta pela aprovação do Projeto de Lei dos Pós-Graduandos do Deputado Jorge Bittar (PT-RJ); aprovação do projeto de Lei dos Pós-Graduandos nas duas últimas comissões da Câmara Federal;
Diversificação dos mecanismos de financiamento da ANPG; emissão da carteira de identificação nacional do pós-graduando, a ser vendida em loja virtual; mantendo o convênio com a UNE até que se consolidem os meios de confecção da carteira da ANPG, melhorando os mecanismos de controle das vendas;
Fortalecimento e ampliação da Mostra de Divulgação Cientíifica da ANPG;
Reivindicar para a ANPG assento, com direito a voz e voto, no CD/CNPq; lutar pela representação dos estudantes no Conselho Nacional de Ciência & Tecnologia (CCT), no Conselho Deliberativo do FNDCT e nos Comitês Gestores dos Fundos Setoriais; estabelecimento efetivo do assento no CS/CAPES e ampliação de uma vaga no CTC; reivindicação de maior espaço para o movimento de pós-graduandos em conselhos de órgãos de fomento estaduais;
Continuidade da participação da ANPG nos Conselhos de Juventude e de Saúde, de maneira a defender a educação pública de qualidade (e a formação científica), os direitos dos jovens e um modelo de saúde consoante com os princípios do SUS e com os avanços da gestão Lula no que tange à integralidade/multidisciplinaridade;
Reivindicar a inclusão da ANPG entre as entidades que indicam listas tríplices de onde saem nomes de conselheiros a serem nomeados pelo Presidente da República para a Câmara de Ensino Superior do Conselho Nacional de Educação;
Fortalecimento do trabalho da ANPG na área internacional; continuidade de nossa presença na OCLAE; articulação com o movimento internacional de pós-graduandos, com entidades similares e com entidades estudantis e de trabalhadores de regiões receptoras de brasileiros no exterior, buscando acompanhar a atividade de bolsistas em intercâmbio, defendendo os seus direitos e contribuindo para amenizar a “fuga de cérebros”, tanto de estudantes que saem como os que entram no país.
Revitalização da pg-net (lista do movimento de pós-graduandos); reunificação, na pg-net, de todas as listas de pós-graduandos hoje existentes e divulgar entre as APGs.
Buscar parcerias junto à CAPES, CNPQ, MEC e outras agências visando viabilizar as ações da ANPG e das APGs;
Produção de um jornal eletrônico mensal, e atualização da página da ANPG semanalmente; buscar condições para o redimensionamento da presença da ANPG na internet, contemplando a criação do Portal dos Pós-Graduandos, com biblioteca virtual de teses e dissertações e catálogo virtual dos cursos de pós-graduação reconhecidos, com o uso exclusivo de software livre;
Presença mais constante – se possível através de assessoria profissionalizada – no Congresso Nacional;
Acompanhamento pela ANPG da tramitação do PNPG dentro Comissões Responsáveis;
Criação de revista científica indexada da ANPG;
Realização pela ANPG, em conjunto com SBPC, Capes e CNPq, de concurso nacional de teses e dissertações;
Auxílio da ANPG no sentido de reforçar a representação discente nos órgãos colegiados das universidades;
Denúncia junto às autoridades competentes do comércio de teses e dissertações, hoje disseminado pela internet – atividade que uma biblioteca virtual nacional completa também ajudaria a coibir;
Agilidade na interlocução da ANPG com as APG's e vice-versa;
Campanha de criação de novas APG's, com responsável designado para o acompanhamento em cada região e prioridade para o Norte e Nordeste;
Articulação da ANPG com as federações de cursos e fóruns de entidades de área, reforçando sua presença em movimentos setoriais como o da residência médica;
Estímulo à criação de grupos de estudo sobre Educação, Ciência, Tecnologia & Sociedade, de forma a desenvolver uma visão crítica sobre o tema; mais elaboração sobre a temática da ética em pesquisa;
Participação da ANPG na Semana Nacional de C&T, como parceira do Ministério e incentivando a inscrição de atividades da rede do movimento de pós-graduação;
Reedição do livro sobre a História da ANPG, atualizando a obra com as gestões que não constam da primeira edição;
Realização de uma campanha para recolher a documentação da ANPG referente às gestões entre 1987 e 2004, para que possamos completar os registros de todas as diretorias da Associação;
Campanha nacional junto aos reitores das universidades para garantir espaços para a representação estudantil dos pós-graduandos nos conselhos e espaços deliberativos e consultivos das instituições;
Realização de 2 Conaps durante a gestão e de, pelo menos, 2 reuniões de diretoria;
Parcerias com entidades e órgãos governamentais em torno de uma campanha pela modernização e melhoria do ensino de ciências nas escolas;
Criação de programa da ANPG na TV Universitária (canal a cabo);
Participação da ANPG no projeto de integração da Plataforma Lattes com a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações, mantida pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict);
Participação da ANPG em campanhas e lutas nacionais como, a que vem sendo desenvolvida contra o PL 025/2002 do ex-senador Geraldo Althoff (PFL-SC), conhecido como “ato médico”, proposta de lei que centraliza nos graduados em Medicina a retirada dos profissionais de outras áreas da saúde a competência técnica e legal para prescrever tratamentos e o Encontro Nacional pela anulação do leilão de venda da Cia. Vale do Rio Doce (março 2007);
Apoio ao movimento antimanicomial; contra retrocesso na política de saúde mental que vem corretamente ampliando a importância estratégica dos Centros de Atenção Psicossia (CAPS) em detrimento da ênfase sobre a internação.
Realizar campanha contra o caráter produtivista que contamina os cursos de pós-graduação forçando a produção sem conteúdo no qual o quantitativo sobrepõe o qualitativo;
Apoiar tanto as pesquisas em arte quanto a produção artística e o ensino das artes como instrumento potente de reflexão e de ampliação das relações entre a arte e a sociedade;
Apoio às propostas das Centrais Sindicais de aumento do salário mínimo para R$ 420,00;
Incentivo às APGs para a realização de Mostras Científicas locais, como forma de estimular a participação na Mostra Científica da ANPG os melhores trabalhos de cada grande área sejam enviados para o encontro. Os melhores trabalhos da Mostra, selecionados por corpo editorial específico, serão divulgados através de revista e que a ANPG busque uma forma de premiar os melhores trabalhos apresentados na Mostra”.
Criação de uma Revista Eletrônica para a Publicação Científica dos Pós-graduandos.
Criação de Fóruns Regionais de Ciência e Tecnologia coordenados pela ANPG estimulando o fortalecimento e a criação de APGs;
Incentivar o debate sobre a saúde do pesquisador;
Todo trabalho inscrito na Mostra Científica da ANPG poderá ser licenciado sobre alguma licença Creative Commons, mediante autorização do autor do trabalho.
Elaboração de uma cartilha de direitos e deveres dos pós-graduandos;
Pela participação da ANPG nas campanhas por concessão de meia-passagem para estudantes de pós-graduação ou de passe livre onde houver o direito conquistado;
Exigência da regulamentação da licença maternidade na pós-graduação;
Apoio às campanhas de reserva de vagas na graduação, buscando a melhoria dos critérios de inclusão social;
Realização de um Fórum Social de Ciência e Tecnologia;
Incentivar a troca de experiências entre as APGs;
Lutar pela destinação de 1% do valor cobrado em mensalidades dos alunos de pós-graduação em universidades ou faculdades privadas como forma de contribuição às APGs, com a adesão voluntária do estudante.